ArabicChinese (Simplified)DutchEnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish

 

  1. Como surgiu a inspiração de fazer a Conferência Somos Um?

Nasci em um uma família evangélica e conheci a Igreja Católica aos 10 anos de idade. Tive uma referência muito forte de músicos, tanto meu avô quanto meu pai eram regentes de coro em suas igrejas. Por isso desenvolvi minha vida ministerial a serviço do reino no louvor e na adoração.

Em nossa comunidade Coração Novo, vivemos já há 15 anos esta realidade que o Papa Francisco chama de ecumenismo espiritual. Percebemos que este viés ecumênico tem como um de seus sustentos o fato de os cristãos de diferentes denominações se encontrarem e orarem juntos através do louvor e da adoração.

Recentemente esta visão foi ficando mais clara e entendemos que as lideranças de louvor, evangélicas e católicas, tinham muito a colaborar com o caminho da unidade do Corpo de Cristo.

Conversando com o Pr. Asaph Borba e o Pr. Bene Gomes, eles disseram ter a mesma visão, então resolvemos investir neste foco.

Há 6 anos nos encontramos para o Congresso de Avivamento SOMOS UM e neste ano nasce a 1a Conferência Internacional de Louvor e Adoração SOMOS UM.

  1. Qual o principal objetivo deste evento? Que contribuições você acredita que ele traz para a Igreja?

Reunir irmãos que crêem em Jesus como seu único Senhor e Salvador para testemunhar aquilo que o próprio Jesus ensinou, o Amor. Este é nosso objetivo. Anunciar ao mundo que a guerra acabou e que somos irmãos, embora com nossas diferenças e convicções a respeito de nossas identidades eclesiais.

O Evangelho anunciado a partir de uma atmosfera de unidade é crível. Jesus orou dizendo em João 17: “Para que vendo (que eles são um) o mundo creia que tu me enviaste.

Este ano a Igreja nos convida a fazer memória dos 500 anos da Reforma Protestante iniciada por Lutero em 1517. Esta será também uma oportunidade para junto com os irmãos pedirmos perdão pedirmos perdão e darmos o perdão pelos equívocos deste caminho, mas também agradecer a Deus pelo amadurecimento que fomos capazes de viver. Também celebramos os 50 anos da Renovação Carismática Católica e vamos fazer deste tempo uma grande oportunidade para celebrar a data.

A sociedade não crê e não se converte ao nome de Jesus porque nós, os cristãos, não o testemunhamos como Senhor de nossas vidas, ao contrário queremos somente convencer sobre o quanto nossas religiões são mais certas. Momentos de comunhão como este tornam nossa Evangelização mais eficaz. Está é a grande contribuição.

 

  1. Sabemos que o tema “Ecumenismo” e “unidade dos cristãos” é delicado. Vivemos em uma sociedade em que ser tolerante está cada vez mais difícil. Você sente resistência das pessoas em relação a este trabalho?

Há sim muitas resistências, mas nosso foco não está nisso. Temos consciência dos desafios, mas clareza do chamado e certeza de que esta é uma estrada sem retorno. A Igreja caminha para a unidade porque o Corpo de Cristo é UM.

 

  1. Quais são suas expectativas para este evento? 

Que seja um tempo fecundo de fortalecimento de vínculos de amizade e fraternidade e que através dele muitas pessoas sejam tocadas para viverem a mesma experiência em suas casas.

Aproximadamente 1000 pessoas deverão vir para este evento, serão pelo menos 1000 famílias alcançadas.

 

  1. Qual mensagem você gostaria de deixar para as pessoas que estão interessadas em participar deste evento?

Se em seu coração arde o desejo sincero de que a mensagem de Jesus seja creditada, e se você acredita que a unidade dos cristãos é um caminho para isso, venha fazer conosco a experiência de louvar a Deus juntos para saber comunicar esta graça também na sua família e entre os seus amigos. Faça todo o esforço possível para estar conosco, quem entra no caminho da Unidade encontra muitos desafios, mas a vitória é certa porque o Corpo de Cristo é apenas UM.

Dando início aos preparativos para a I Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um, que ocorrerá nos dias 05 e 06 de agosto na cidade do Rio de Janeiro, aconteceu a reunião mensal com os organizadores do evento no último dia 15 de fevereiro na Mitra Arquidiocesana do Rio.

 

No encontro, 12 representantes de igrejas evangélicas e comunidades católicas do Rio de Janeiro e Cabo Frio reuniram-se para discutirem assuntos de ordem prática do evento, como organização do local, recepção dos preletores internacionais, hospedagem e traslados dos conferencistas.

 

O evento contará com diversas lideranças católicas e evangélicas e tem o objetivo de anunciar a unidade e o evangelho de Cristo por meio do louvor e da adoração. Inscrições e mais informações sobre o evento, acesse www.missaosomosum.com.br.

Em preparação à I Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um, a Comunidade Coração Novo, no Rio de Janeiro, recebeu diversos irmãos e lideranças católicas e evangélicas no último dia 11 de fevereiro para o primeiro “Café Espiritual” de 2017, uma iniciativa promovida mensalmente que tem como objetivo reunir irmãos de diversas denominações em torno da mesa para estreitar relacionamentos, partilhar a refeição, praticar a comunhão, louvar ao Senhor com cânticos de adoração, além da partilha da Palavra.

Durante o encontro foi falado a respeito da conferência, que acontecerá no Rio de Janeiro entre os dias 04 e 06 de agosto desse ano e reunirá líderes católicos e evangélicos de diversos países, como Brasil, Estados Unidos, Colômbia, entre outros. Um dos convidados é o Pastor Mike Herron, autor da trilha sonora do filme “Paixão de Cristo”, filme produzido por Mel Gibson que retrata os últimos momentos de Jesus antes da crucificação. Inscrições e mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.missaosomosum.com.br.

Quarta-feira, 15 de fevereiro: audiência com Papa Francisco na Sala Paulo VI. Na sua catequese o Papa, partindo da epístola aos Romanos, repropôs o tema da esperança cristã, uma esperança sólida e que não decepciona, disse,  porque baseada no amor de Deus por nós.

Desde a infância, observou o Papa, nos é ensinado que não é coisa boa se vangloriar, por aquilo que se é ou se tem, pois isso indicaria certo orgulho e é também falta de respeito para com os outros, especialmente os que são menos afortunados do que nós. Mas o apóstolo Paulo nos surpreende exortando-nos por duas vezes a nos vangloriarmos. De que, então, é justo vangloriar-se, e como é possível fazer isso sem ofender os outros, sem excluir alguém, se perguntou Francisco.

Somos convidados a nos vangloriarmos, antes de tudo,  da abundância da graça de que fomos imbuídos em Jesus Cristo, por meio da fé – explicou o Papa:

“Paulo quer fazer-nos entender que, se aprendemos a ler tudo com a luz do Espírito Santo, percebemos que tudo é graça, tudo é dom! Se prestarmos atenção, de facto, quem age – na história, como na nossa vida – não somos apenas nós, mas é Deus antes de tudo. É Ele o protagonista absoluto, que cria tudo como um dom de amor, que tece a trama do seu plano de salvação, e que o leva a cumprimento por nós, mediante o seu Filho, Jesus”.

Nós temos apenas – prosseguiu o Papa – de reconhecer e acolher com gratidão este dom e fazer que se torne motivo de louvor, bênção e grande alegria. Se fizermos isso, estamos em paz com Deus e experimentamos enorme liberdade, estamos em paz connosco, estamos em paz na família, na nossa comunidade, no trabalho e com as pessoas que encontramos todos os dias no nosso caminho.

Mais difícil de perceber, para nós, disse ainda Francisco, quando Paulo nos exorta a nos vangloriarmos também nas tribulações mas, na verdade, a paz que o Senhor nos oferece e garante não deve ser entendida como ausência de preocupações, decepções, fracassos, ou quaisquer motivos de sofrimento – é uma paz que nos vem da fé, porque se assim não fosse, uma vez conseguida essa paz, aquele momento acabaria bem depressa e cairíamos inevitavelmente no desconforto, reiterou Francisco:

“Mas a paz que vem da fé é pelo contrário um dom: é a graça de experimentarmos que Deus nos ama e que está sempre ao nosso lado, não nos deixa sozinhos nem um só momento da nossa vida. E isto, como diz o Apóstolo, gera a paciência, porque sabemos que, mesmo nos momentos mais difíceis e devastadores, a misericórdia e a bondade do Senhor são maiores de todas as coisas e nada nos vai arrancar de suas mãos e da comunhão com Ele”.

Eis porque a esperança cristã é sólida, eis porque ela não decepciona – sublinhou o Papa – porque não se funda naquilo que nós podemos fazer ou ser, e nem naquilo em que nós podemos acreditar,  o seu fundamento é aquilo que de mais fiel e seguro possa existir, ou seja, o amor que o próprio Deus nutre  para cada um de nós:

“É fácil dizer que Deus nos ama, mas pode cada um de nós dizer “estou seguro, estou segura que Deus me ama”? Não é assim tão fácil … Mas é verdade. É um bom exercício dizer a si próprio: “Deus me ama!”, e esta é a raiz da nossa segurança, a raiz da esperança”.

E o Senhor derramou abundantemente nos nossos corações o seu Espírito como artífice e garante, para que possa alimentar em nós a fé e manter viva esta esperança de que Deus me ama: neste momento mau, Deus me ama; e a mim que fiz esta coisa má, Deus me ama – disse o Papa Francisco, convidando a todos a repetir como oração “Deus me ama, eu estou seguro que Deus me ama”.

O nosso maior orgulho é, pois, termos como Pai um Deus que não faz preferências, que não exclui ninguém, mas que abre a sua casa para todos os seres humanos, começando pelos últimos e distantes, para que, como seus filhos, aprendemos a consolar-nos e apoiar-nos  uns aos outros – concluiu Francisco.

Nas saudações o Santo Padre dirigiu-se aos fiéis de língua portuguesa com estas palavras:

“Saúdo os peregrinos de língua portuguesa presentes nesta Audiência. Possa este encontro, que nos faz sentir membros da única família dos filhos de Deus, renovar a vossa esperança no Deus misericordioso que não exclui ninguém e nos convida a ser testemunhas do seu amor sobretudo para com os mais necessitados. Obrigado”.

Uma saudação especial  foi também aos jovens, os doentes e os recém-casados: recordando a festa – celebrada ontem – dos Santos Cirilo e Metódio, evangelizadores dos povos eslavos e co-padroeiros da Europa, Francisco auspiciou que o seu exemplo ajude em particular aos jovens a se tornarem em cada ambiente discípulos missionários; a sua tenacidade encoraje os doentes a oferecer os seus sofrimentos pela conversão dos distantes; e o seu amor pelo Senhor ilumine os esposos recém-casados, para colocarem  o Evangelho como regra fundamental da sua vida familiar.

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção.

Teve início nesta terça-feira, dia 7 de fevereiro, no Vaticano, a Plenária da Congregação para a Educação Católica.

Um dos membros desta Congregação é o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta.

Dom Orani fez nesta segunda-feira uma visita à Rádio Vaticano e será o  convidado do Programa Em Romaria, na próxima quinta-feira.

Ele conversou com a Rádio sobre a sua presença em Roma. (SP)