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Em entrevista exclusiva, católicos e evangélicos falam sobre a importância do tema para a igreja e são presença confirmada na Conferência Internacional Somos Um.

Há poucos dias da “Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um”, o centro de eventos da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), já se prepara para receber cristãos católicos e evangélicos vindos de diversas regiões do Brasil e também de outros países, com o propósito de adorarem a Deus em unidade. O evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto (sendo os dias 5 e 6 abertos ao público em geral) e contará com as participações de padres e pastores do Brasil e dos Estados Unidos.

O projeto foi idealizado pelo missionário católico e fundador da Comunidade Coração Novo no Rio de Janeiro (RJ), Izaias de Souza Carneiro, que também integra a equipe de serviço do Encontro de Cristãos em Busca da Unidade e Santidade (ENCRISTUS) no Brasil. O objetivo é promover a unidade entre os cristãos através do louvor e da adoração.

Um dos conferencistas do evento, o pastor e líder há 30 anos do Ministério Koynonia de Louvor, Bené Gomes, fala sobre sua experiência com o tema da unidade. Segundo ele, foi em 2007, depois de um convite para ministrar em uma igreja católica no bairro do Meier, zona norte do Rio de Janeiro, que percebeu a oportunidade de estreitar laços com os irmãos. “Fomos muito bem recebidos por eles, que sabiam cantar a maior parte de nossas músicas. Desde então passamos a nos reunir uma vez por mês para orarmos, compartilharmos a palavra e termos comunhão, o que acontece até hoje”.

Para Bené, as diferenças doutrinárias existentes entre os cristãos não deveriam servir de justificativas para a divisão no Corpo de Cristo. “Eu costumo dizer que é possível sim ter unidade nas coisas essenciais como, por exemplo, a confissão de Cristo como único Salvador e sua centralidade em nossas vidas. Por outro lado, naquilo que não é essencial podemos divergir com maturidade e respeito, entendendo que a importância da unidade está acima das nossas diferenças de visões, leituras e interpretações bíblicas”. O líder do Koynonia também vê na ignorância espiritual e no preconceito os principais fatores que impedem o avanço da unidade entre os cristãos. “Quando Deus olha para os católicos e os evangélicos vê filhos lavados e remidos pelo sangue de Jesus que servem as igrejas nas quais estão inseridos”.

O evento recebe também o apoio do Cardeal Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta, que lembra que “a igreja católica tem o documento do Concílio Vaticano II que fala justamente sobre o ecumenismo, que é o diálogo com todas as denominações cristãs, reconhecendo toda a disponibilidade e vontade de, daqueles que creem em Cristo, saberem se respeitar, se amar, rezar juntos e, ao mesmo tempo, vivenciar a unidade”. O cardeal também revela a importância da unidade no início de sua jornada e ordenação presbiteral. “Em minha ordenação de padre escolhi como lema ‘que todos sejam um’ e, de uma certa forma, levei para frente durante toda a minha vida até hoje como lema do meu trabalho pastoral, convicto de que realmente o Senhor nos deseja vivendo a diversidade e o respeito ao outro, sabendo que não se resume à uniformidade, mas sim à unidade em meio a diversidade. Tenho visto como isso é importante para mim, para a igreja enquanto tal e para o mundo” reforça.

Na programação da “Conferência Somos Um”, os participantes terão a oportunidade de acompanhar ministrações que falam a respeito da importância da música para a unidade dos cristãos. O pastor, músico e compositor Asaph Borba, que exerce grande influência no meio evangélico desde os anos 70, também será um dos conferencistas e conta que sempre acreditou na unidade da igreja. “Quando compus o cântico ‘Alto Preço’ foi uma declaração sincera de quem crê nessa verdade. Acredito que o louvor une sempre. Quem aprende a cantar junto aprende a viver junto”, reforça o cantor que possui livros, CDs e DVDs em diversas partes do mundo.

A mesma visão é compartilhada pelo assessor para o diálogo ecumênico da Diocese de Osasco (SP), Padre Douglas Pinheiro, outro conferencista do projeto que vê o louvor e a adoração como alguns dos elementos que, de fato, unem os cristãos. “O movimento carismático no Brasil, quando chegou ali pelas décadas de 70 e 80, não tinha ainda um arcabouço artístico do qual se servir nos grupos de oração. Então, por muitos anos nós nos alimentamos espiritualmente de louvores evangélicos, que era o que existia naquele tempo. Temos essa gratidão aos irmãos evangélicos por nos terem possibilitado um encontro com Deus através de músicas compostas por eles”, explica o padre, que também é professor de teologia sistemática na UNISAL-SP.

pastor Mike Herron é pianista, compositor e um dos líderes fundadores do “John 17 Movement” (Movimento João 17), uma iniciativa internacional que promove a unidade entre os cristãos. Ele é um dos convidados a ministrar no evento e diz ver na música a ferramenta que Deus está utilizando para restaurar o Corpo de Cristo. “Nós teremos católicos, protestantes, evangélicos e carismáticos e estaremos unidos para adorar ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Temos um só Senhor e um único Salvador. Estaremos lá para celebrá-Lo, aprender sobre Ele e como podemos adorá-lo mais efetivamente em nossos ministérios”.

Para mais informações, inscrições e sugestões de hospedagem, basta que o interessado acesse o site do evento missaosomosum.com.br ou baixe o aplicativo “Rede Somos Um”, uma plataforma lançada recentemente que facilita a busca por informações sobre o evento e outras notícias a respeito da unidade entre os cristãos. O App está disponível gratuitamente nos sistemas Google Play e iOS.

Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um

Data: 03 a 06 de Agosto

Local: Cidade das Artes – Avenida das Américas, 5300 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro (RJ)

No último dia 22 de janeiro (segunda-feira), Izaías de Souza Carneiro, que é fundador da Comunidade Coração Novo e presidente da Conferência Ecumênica Internacional de Louvor e Adoração Somos Um, esteve reunido com o Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica (RCC) no Brasil à convite da presidente nacional do movimento, Katia Roldi Zavaris.

O objetivo do encontro foi a apresentação da Conferência Somos Um e os caminhos de preparação para o evento neste ano de 2018. Na ocasião, Katia Roldi confirmou sua presença na segunda edição da Conferência e incentivou os membros conselheiros da RCC a estarem presentes, animando suas equipes estaduais para participarem do evento.

A I Conferência Ecumênica Internacional de Louvor e Adoração Somos Um aconteceu em agosto de 2017, no Rio de Janeiro, e reuniu católicos e evangélicos de diversas igrejas do Brasil e dos Estados Unidos. A próxima edição acontecerá entre os dias 6 e 9 de setembro de 2018 na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. As inscrições para a Conferência poderão ser feitas a partir do dia 1 de fevereiro pelo site www.missaosomosum.com.br.

Serviço:

II Conferência Ecumênica Internacional de Louvor e Adoração Somos Um
Data: 6 a 9 de setembro de 2018

Local: Cidade das Artes  – Rio de Janeiro – Brasil

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil reúne agora batistas, anglicanos, católicos, luteranos, ortodoxos e presbiterianos

 

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) comunicou nesta quarta-feira, 23 de agosto, a adesão da Aliança de Batistas do Brasil (ABB) ao grupo de igrejas que compõem o diálogo ecumênico no Brasil. Agora, os batistas unem-se no Conselho aos anglicanos, católicos, luteranos, ortodoxos e presbiterianos.

 

De acordo com a assessoria de comunicação do CONIC, o pedido de adesão ao Conselho por parte da ABB foi realizado conforme prevê o Estatuto e, depois da análise favorável da Assembleia, os batistas passaram a integrar o Conselho. A decisão foi anunciada na XVII Assembleia Geral Ordinária do Conselho de Igrejas.

 

“Essa é uma grande notícia para o movimento ecumênico brasileiro, pois reforça o compromisso dos batistas no diálogo com as demais confissões cristãs e passa um claro recado à sociedade: o de que o pedido de Jesus, “para que todos sejam um” (Jo 17:21), não é apenas viável, como também bastante possível nos dias de hoje – apesar das diferenças doutrinárias de cada igreja. Aliás, no contexto ecumênico, diferenças doutrinárias não dividem, enriquecem a caminhada”, destaca o comunicado.

 

A igreja batista é uma denominação protestante histórica e sua maior associação é a Convenção Batista do Sul, dos Estados Unidos, com cerca de 16 milhões de membros e mais de 42 mil igrejas filiadas. No Brasil, as associações batistas são a Convenção Batista Brasileira (a mais antiga), Convenção Batista Nacional, Convenção das Igrejas Batistas Independentes e a própria Aliança de Batistas do Brasil.

 

O CONIC tem sede em Brasília (DF) e entre seus objetivos está a promoção das relações ecumênicas entre as igrejas e o fortalecimento do testemunho conjunto das igrejas-membro na defesa dos direitos humanos.

Participe! Serão mesas redondas, conferências, comunicações e seminários. Paralelo ao VI Congresso Teológico, acontecerá o V Encontro Nacional de Estudos Patrísticos.

O evento é realizado pela FACASC, através de seu Curso de Graduação em Teologia e tem o patrocínio da Editora Paulus e o apoio da Faculdade Claretiano, da Editora Paulinas e da Editora e Livraria União Cristã – todas estarão expondo seus produtos no evento, trazendo novidades aos conferencistas.

Protestantes e católicos ontem e hoje

O VI Congresso Teológico da FACASC – Faculdade Católica de Santa Catarina, acontece de 18 a 20 de setembro na sede da Faculdade e terá como tema: Reforma 500 anos. Protestantes e católicos ontem e hoje.

O evento é realizado pela FACASC através de seu Curso de Graduação em Teologia e, em sua sexta edição, aborda o movimento reformista.

Desencadeado há 500 anos, a Reforma foi um momento crucial da história da humanidade. Iniciada na Alemanha, difundiu-se rapidamente por toda a Europa e, em pouco tempo, alastrou-se por todo o Ocidente. Suas consequências chegaram a todos os continentes.

Desde então, jamais deixou de ser estudada, ao longo dos seus cinco séculos,  e um olhar retrospectivo nos seus principais acontecimentos, somado a sua atualidade, será sempre uma oportunidade valiosa de análise, esclarecimento e projeção de ideias.

A programação está bastante intensa e enriquecedora. Serão mesas redondas, conferências, comunicações e seminários. Paralelo ao VI Congresso Teológico, acontecerá o V Encontro Nacional de Estudos Patrísticos.

Junto à FACASC, temos o patrocínio da Editora Paulus e o apoio da Faculdade Claretiano, da Editora Paulinas e da Editora e Livraria União Cristã – todas estarão expondo seus produtos no evento, trazendo novidades aos conferencistas.

Faça sua inscrição aqui!

Fonte: http://facasc.edu.br

MARIA EM LUTERO

Curitiba, 1 a 3 de setembro de 2017

PROGRAMAÇÃO:

01 de setembro de 2017 – Sexta-feira

Local: Auditório Thomas Morus PUCPR (Bloco Amarelo)

09h30 às 11h30 1ª Conferência: Apresentação da Documento “Do Conflito à Comunhão” – Pr. Dr. Leandro Hofstatter e Pe. Dr. Erico Hammes.

19h30 às 20h45 2ª Conferência: “A 500 anos da Reforma, o que Lutero tem a nos dizer, hoje?” – Pe. Dr. Hubertus Blaumeiser.

02 de setembro de 2017 – Sábado

Local: Instituto Salette Curitiba/PR

08h30 às 10h00 3ª Conferência: “A Espiritualidade Luterana da Cruz” – Pe. Dr. Hubertus Blaumeiser.

10h30 às 12h00 4ª Conferência: “A Teologia de Lutero sobre Maria a partir do seu Comentário ao Magnificat” – abordagem luterana. Pr. Dr. Leandro Hofstatter.

14h00 às 15h30 5ª Conferência “A Teologia de Lutero sobre Maria a partir do seu Comentário ao Magnificat” – abordagem católica. Pe. Dr. Marcial Maçaneiro

16h00 às 17h30 Interações das duas abordagens e intervenções dos participantes.

20h00 Painel: “Maria nas diferentes Tradições eclesiais” – Líderes de algumas Igrejas.

03 de setembro de 2017 – Domingo

Local: Instituto Salette Curitiba/PR

07h00 – Missa e/ou Culto Dominical

8h30 às 10h00 “Perspectivas de Ações Ecumênicas” – Comissão de Diálogo bilateral Católico- -Luterano.

10h30 – Encerramento

Realização: Comissão de Diálogo Bilateral Católico-Luterano, Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso da CNBB e Núcleo Ecumênico e Inter-religioso e PUCPR

Apoio: Instituto Ciência e Fé da PUCPR

 

Faça aqui sua inscrição!

 

***Todos os inscritos receberão declaração de participação***

Durante almoço oferecido por Dom Orani no Palácio Episcopal da Arquidiocese, católicos e evangélicos falaram sobre as perspectivas da unida12de na Igreja

Na tarde desta última quarta-feira (2 de agosto), o Cardeal Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta, recebeu o organizador da “I Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um”, Izaías de Souza Carneiro, junto com os diversos líderes católicos e evangélicos vindos dos Estados Unidos e de outras regiões do Brasil para o evento que acontece esta semana no Rio de Janeiro.

 

O pastor Mike Herron junto com o líder da Comunidade Alleluia, Daniel Almeter, além do pastor Efigênio Santos e padre Douglas Pinheiro estiveram presentes no almoço oferecido no Palácio Episcopal da Arquidiocese do Rio. Durante o encontro, Dom Orani apresentou aos líderes um breve panorama sobre o ecumenismo promovido na cidade carioca, além de abrir espaço para tratarem sobre as perspectivas para a unidade do Corpo de Cristo no Brasil e no exterior. Os bispos auxiliares da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Roque Costa Souza, Dom Joel Portela e Dom Luís Henrique também participaram da reunião.

 

Profundamente tocados pelo acolhimento do Cardeal, a liderança agradeceu e manifestou o desejo de, juntos com Izaías Carneiro, que também é líder da Comunidade Coração Novo, voltarem ao Rio para a realização de um segundo encontro no ano de 2018. A primeira edição tem início hoje e vai até o dia 6 (domingo).

 

A conferência tem como objetivo favorecer o encontro de iniciativas ecumênicas que já acontecem no Brasil e pretende fazer memória aos 500 anos da Reforma Protestante e 50 anos da Renovação Carismática, celebradas no ano de 2017. Para inscrições e mais informações acesse missaosomosum.com.br ou baixe o aplicativo “Rede Somos Um” em seu celular.

 

Serviço

Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um

Data: 03 a 06 de Agosto (sendo os dias 3 e 4 apenas para lideranças e 5 e 6 abertos ao público em geral)

Local: Cidade das Artes – Avenida das Américas, 5300 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro (RJ)03

O comprovante de depósito deverá ser enviado para o e-mail somosum@coracaonovo.com.br e junto deverão estar os dados das pessoas que se deseja inscrever. Esta modalidade de inscrição não deve ser feita pelo site, mas via e-mail.
Recebido o e-mail e feito o procedimento de inscrição nossa equipe enviará o e-mail com a resposta de confirmação das inscrições.

A inscrição, sem desconto, sai por R$ 150,00. Fazendo a inscrição do grupo de 9 pessoas, cada um pagará apenas R$ 90,00. O depósito, então, deve ser no valor de R$ 810,00 para que o desconto e as inscrições sejam válidas.

Oleiros Produções

Banco Bradesco
Ag. 814-1
Conta Corrente 450-2
CNPJ 08.215.193/0001-00
 

O que inclui o valor da inscrição?

– A utilização do local
– Os custos com os conferencistas estrangeiros
– Tradução simultânea

Quais os dados que precisam ser enviados sobre os que desejam se inscrever?

-Nome
-Endereço completo
-E-mail
-Telefone para contato
 
-Mais informações: (021) 2201-3302 ou 2501-6710

Cidade do Vaticano (RV) – Um encontro para fortalecer as bases de relacionamento para um caminho ecumênico, saudável, profético. Este é o objetivo da I Conferência Internacional de Louvor e Adoração Somos Um, a ter lugar de 3 a 6 de agosto na Cidade das Artes, Barra da Tijuca.

O encontro que faz parte da Agenda oficial da Arquidiocese do Rio de Janeiro espera reunir mil pessoas “entre lideranças e povo de Deus”, como nos conta Izaías de Souza Carneiro, fundador da Comunidade Coração Novo, responsável pelo evento:

“De maneira muito especial neste ano de 2017, por força dos 500 anos da Reforma, mas também dos 50 anos da Renovação Carismática, nós teremos lá no Rio de Janeiro a I Conferência Internacional de Louvor e Adoração, que nós chamamos de “Somos Um”.

Está na agenda oficial da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Acontece entre os dias 3 e 6 de agosto de 2017 e acontece em duas partes: 3 e 4 para líderes – um encontro para líderes católicos e evangélicos –  que estarão juntos convivendo.

O ecumenismo espiritual ele sobretudo se sustenta na base dos relacionamentos, na amizade. Então nos dias 3 a 6 será um tempo favorável que esta liderança possa conviver.

Os Bispos do Rio de Janeiro –  animados e incentivados por Dom Orani – estarão presentes. Nós temos nosso Bispo Dom Roque, que foi nomeado por Dom Orani para cuidar desta causa da unidade na Arquidiocese, que estará conosco em todo o período.

Mas dias 3 e 4 para líderes. Ali a gente pretende aproximar esta liderança, para criar, para estabelecer vínculos cada vez mais fortes de unidade, em função dos passos que podem ser dados nas suas Igrejas particulares. Mas também, favorecer uma agenda para o caminho da unidade. Apontar prá frente. O que nós vamos fazer a partir de então…

Ao mesmo tempo a segunda parte, nos dias 5 e 6, que é a Conferência em si, que é aberta ao grande público. Mas que nós queremos convidar de maneira particular aqueles irmãos que são líderes dos grupos de oração da Renovação Carismática e aonde muitos evangélicos se sentem à vontade para participar muitas vezes. Porque ali nós queremos favorecer para esses irmãos – que são coordenadores de grupo, que fazem parte de núcleos de grupos de oração, para que eles saibam como lidar e em que ponto, qual é o ponto de comunhão, qual é o ponto de unidade do qual o Papa Francisco tem falado tanto: orar juntos, fazer a refeição juntos, ler a Palavra juntos, nisso a gente já pode viver a unidade.

Tem muitas situações, muitos setores dogmáticos, eu diria assim, da dogmática, aonde ali a gente não pode tocar em muitas coisas ainda. É verdade! Mas, a unidade possível já deve e pode e deve ser vivida.

Então a Conferência Somos Um é este grande encontro promovido pela Comunidade Coração Novo, com a bênção do Cardeal Orani João Tempesta na Arquidiocese do Rio, que une já na Arquidiocese várias iniciativas de unidade, mas não só na Arquidiocese.

O Padre Douglas, que está aqui junto comigo, é o orientador para esta iniciativa e ele está na Diocese de Osasco. Então a gente já começa um projeto de comunhão mesmo antes da Conferência acontecer.

A Conferência, ela não termina em si mesma. Ela é uma desculpa de Deus para que a gente possa favorecer o encontro de iniciativas ecumênicas que já existem pelo Brasil”.

Inscrições e maiores informações podem ser obtidas no site missaosomosum.com.br .

 

Fonte: Radio Vaticano

Sob o marco dos 500 anos da Reforma Protestante, católicos e evangélicos se unem para acompanhar conferências sobre o diálogo e a unidade entre os cristãos e vivenciar momentos de louvor e adoração. Conferência Somos Um.

Comunidade Coração Novo, exercendo a reconciliação como um apostolado, promove nos dias 5 e 6 de agosto a Conferência Somos Um de Louvor e Adoração.

O evento ecumênico, que acontece na Cidade das Artes, Rio de Janeiro (RJ), também busca responder aos apelos do Papa Francisco para a cultura do encontro como fonte do anúncio do Evangelho e ponto de unidade entre os cristãos. “Percebemos que o ecumenismo tem como um de seus sustentos o fato de os cristãos de diferentes denominações se encontrarem no louvor e da adoração”, afirma Izaias Carneiro, fundador da Comunidade Coração Novo.

O projeto tem a benção de Dom Orani João Tempesta O. Cis., Cardeal Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, e o apoio da Comissão Arquidiocesana para o diálogo ecumênico e inter-religioso que tem por responsável o Bispo auxiliar Dom Roque Costa Souza.

Esta é a 6ª edição da Conferência e, em 2017, um dos marcos que serão lembrados são 500 anos da reforma protestante. Para Izaias, será um momento importante de anúncio de paz entre os cristãos. “A guerra acabou e somos irmãos, embora com nossas diferenças e convicções a respeito de nossas identidades eclesiais”, diz.

A novidade deste ano são as presenças internacionais: líderes de Igrejas cristãs e católicas dos Estados Unidos vêm ao Brasil para o encontro; além de representantes de Comissões do Vaticano e da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que tratam especificamente do diálogo inter-religioso e ecumênico que estão entre os conferencistas.

As inscrições podem ser feitas pelo site do Projeto Somos Um.

Serviço:

Data: 4 a 6 de agosto

Local: Cidade das Artes – Rio de Janeiro/RJ

Inscrições: http://missaosomosum.com.br/inscricoes/

Mais informações: http://missaosomosum.com.br/

Cidade do Vaticano (RV) – “Todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua” foi o tema da Pregação do Frei Raniero Cantalamessa na Vigília ecumênica de Pentecostes realizada no Circo Máximo, em Roma, na presença do Papa Francisco. Eis a íntegra:

Dos Atos dos Apóstolos, capítulo Dois:

“Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. Cheios de espanto e de admiração, diziam: ‘Esses homens que estão falando não são todos galileus? Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!’ Todos estavam pasmos e perplexos, e diziam uns aos outros: ‘Que significa isso?’ ” (At 2, 5-13).

Esta cena se renova hoje entre nós. Também nós viemos “de todas as nações do mundo”, e estamos aqui para proclamar juntos “as maravilhas de Deus”.

Porém, há um mensagem a se descobrir nesta parte da narrativa de Pentecostes. Desde a antiguidade, entendeu-se que o autor dos Atos – ou seja, em primeiro lugar, o Espírito Santo! – com esta insistência no fenômeno das línguas, quis fazer-nos entender que, em Pentecostes, aconteceu algo que inverte o que tinha acontecido em Babel. O Espírito transforma o caos linguístico de Babel na nova harmonia das vozes. Graças a ele, escrevia Santo Irineu no século III, “todas as línguas se uniram no mesmo louvor de Deus”[1]. Isso explica porque a narrativa de Babel, em Gênesis 11, é tradicionalmente inserida entre as leituras bíblicas da vigília de Pentecostes.

Os construtores de Babel não eram, como se pensava há algum tempo, ímpios que pretendiam desafiar Deus, algo equivalente aos titãs da mitologia grega. Não, eram homens piedosos e religiosos. A torre que queriam construir era um templo à divindade, um daqueles templos feitos em terraços sobrepostos, chamados zigurates, dos quais ainda restam ruínas na Mesopotâmia.

Então, onde estava seu pecado? Escutemos o que dizem entre si ao porem mãos à obra: “E disseram: ‘Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos, e não seremos dispersos por toda a face da terra’ ” (Gn 11,4). Martinho Lutero faz uma observação esclarecedora a propósito destas palavras:

“ ‘Construamo-nos uma cidade e uma torre’: construamos para nós – não para Deus (…). ‘Façamos um nome’: façamo-lo para nós. Não se preocupam para que o nome de Deus seja glorificado, eles estão preocupados em engrandecer o próprio nome”[2].

Em outras palavras, Deus é instrumentalizado; deve servir à sua vontade de potência. Pensavam, talvez, segundo a mentalidade do tempo, que oferecendo sacrifícios a partir de uma maior altitude, poderiam arrancar da divindade vitórias sobre os povos vizinhos. Eis porque Deus é forçado a confundir suas línguas e mandar pelos ares o projeto deles.

Isso faz, de um só golpe, a experiência de Babel e de seus construtores muito próxima a nós. O quanto das divisões entre os cristãos foi devido ao desejo secreto de fazer-nos um nome, de nos elevarmos acima dos outros, de tratar com Deus a partir de uma posição de superioridade em relação aos demais! O quanto foi devido ao desejo de fazer para si um nome, ou de fazê-lo em nome da própria Igreja, mais do que a Deus! Eis aqui a nossa Babel!

Passemos, agora, a Pentecostes. Também aqui vemos um grupo de homens, os apóstolos, que se põem a construir uma torre que vai da terra ao céu, a Igreja. Em Babel, ainda se falava uma única língua e, em um dado momento, ninguém compreende mais o outro; aqui, todos falam línguas diversas, e todos entendem os apóstolos. Por quê? É que o Espírito Santo operou neles uma revolução copernicana.

Antes deste momento, também os apóstolos estavam preocupados em se fazer um nome e, por isso, discutiam frequentemente “quem fosse o maior entre eles”. Agora, o Espírito Santo lhes descentralizou de si mesmos e reorientou-os em Cristo. O coração de pedra foi despedaçado e, em seu lugar, bate “um coração de carne” (Ez 36,26). Foram “batizados no Espírito Santo”, como tinha prometido Jesus antes de deixá-los (At 1,8), isto é, completamente submersos pelo oceano do amor de Deus derramado sobre eles (cf. Rm 5,5).

Estão deslumbrados pela glória de Deus. O falar em diversas línguas se explica também pelo fato de que falavam com a língua, com os olhos, com o rosto, com as mãos, com o estupor de quem viu coisas que não podem narrar. “Todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua”. Eis porque todos os compreendiam: não falavam mais de si mesmos, mas de Deus!

Deus nos chama a atuar em nossa vida a mesma conversão: de nós mesmos a Deus, da pequena unidade que é a nossa paróquia, o nosso movimento, a nossa própria Igreja, à grande unidade que é aquela do corpo inteiro de Cristo, ou seja, a humanidade inteira. É o passo almejado que o Papa Francisco está impulsionando-nos, católicos, para fazer, e que os representantes de outras Igrejas aqui presentes demonstram querer compartilhar.

Santo Agostinho já tinha evidenciado que a comunhão eclesial se realiza em degraus e pode ter diversos níveis: daquele pleno, visível e interior, àquele interior, que é o próprio Espírito Santo. São Paulo abraçava em sua comunhão “todos que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1Cor 1,2). Uma fórmula que talvez devamos redescobrir e voltar a valorizar. Ela se estende hoje também aos nossos irmãos Judeus messiânicos.

O fenômeno pentecostal e carismático tem uma vocação e uma responsabilidade particulares, em relação à unidade dos cristãos. A sua vocação ecumênica se mostra ainda mais evidente, se repensarmos no que aconteceu no início da Igreja. Como fez o Ressuscitado para impulsionar os apóstolos a acolher os pagãos na Igreja? Deus mandou o Espírito Santo sobre Cornélio e sua casa do mesmo modo e com as mesmas manifestações com que o tinha enviado no início sobre os apóstolos. Assim, a Pedro não restou senão tirar a conclusão: “Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós que acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Quem seria eu para me opor à ação de Deus?” (At 11,17). No concílio de Jerusalém, Pedro repetiu este mesmo argumento:  “Deus não fez nenhuma distinção entre nós e eles” (At 15,9).

Agora, nós vimos repetir-se diante de nossos olhos este mesmo prodígio, desta vez, em escala mundial. Deus derramou seu Espírito sobre milhões de fiéis, pertencentes a quase todas as denominações cristãs, e, a fim de que não restassem dúvidas sobre suas intenções, derramou-O com as mesmas idênticas manifestações, inclusive a mais singular, que é o falar em línguas. Também a nós, não resta senão tirar a mesma conclusão de Pedro: “Se, portanto, Deus concedeu-lhes o mesmo dom que a nós, quem somos nós para continuar a dizer de outros cristãos: não pertencem ao corpo de Cristo, não são verdadeiros discípulos de Cristo?”.

*   *   *

Devemos ver em que consiste a via carismática à unidade. A nossa contribuição à unidade é o amor recíproco. São Paulo traçou este programa à Igreja: “Ater-se à verdade com a caridade” (Ef 4,15). O que temos que fazer não é passar por cima do problema da fé e das doutrinas, para nos encontrarmos unidos nas frentes de ação comum da evangelização. O ecumenismo tem experimentado, em seus inícios, esta via, e constatou seu fracasso. As divisões logo reapareceram, inevitavelmente, mesmo na frente de ação. Não devemos substituir a caridade pela verdade, mas tender à verdade com a caridade; começar a nos amarmos para melhor nos compreendermos.

O que é mais extraordinário, a respeito desta via ecumênica baseada no amor, a qual é imediatamente possível, é que que ela está totalmente aberta diante de nós. Não podemos “queimar etapas” quanto à doutrina, pois as diferenças existem e devem ser resolvidas com paciência, nos devidos lugares. Podemos, contudo, queimar etapas na caridade, e ser unidos desde agora.

Não apenas nada nos impede de nos amarmos e de nos acolhermos, ao contrário, é-nos ordenado fazê-lo. É a única “dívida” que temos uns para com os outros, uma dívida que não admite prorrogações no pagamento: “Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo” (Rm 13,8). Nós podemos nos acolher para nos amarmos, não obstante as diferenças. Cristo não nos ordenou amar apenas aqueles que pensam como nós, que compartilham completamente o nosso credo. Se amais apenas esses, exortou-nos, o que fazeis de especial, que já não fazem também os pagãos?

Nós podemos nos amar porque o que já nos une é infinitamente mais importante daquilo que ainda nos divide. Une-nos a mesma fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo; o Senhor Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem; a esperança comum da vida eterna, o empenho comum pela evangelização, o amor comum pelo corpo de Cristo, que é a Igreja.

Une-nos também outra coisa importante: o sofrimento comum e martírio comum por Cristo. Em muitas partes do mundo, os fiéis das diversas Igrejas estão compartilhando os mesmos sofrimentos, suportando o mesmo martírio por Cristo. Eles não são perseguidos e assassinados por serem católicos, anglicanos, pentecostais ou outros, mas por serem “cristãos”. Aos olhos dos perseguidores, já somos um, e é vergonha se não o somos também na realidade.

Como fazer, concretamente, para pôr em prática esta mensagem de unidade e de amor? Reconsideremos o hino à caridade de São Paulo (1Cor 13,4ss). Cada frase adquire um significado atual e novo, se aplicada ao amor entre membros das diversas Igrejas cristãs, nas relações ecumênicas:

“A caridade é paciente…

A caridade não se envaidece…

A caridade não faz nada de inconveniente…

Não é interesseira (subentende-se: também o interesse das outras Igrejas)Não leva em conta o mal sofrido (subentende-se: por outros cristãos, mais ainda, o mal feito a eles)”.

“Bem-aventurado o servo – dizia São Francisco de Assis em uma de suas Admoestações – que não se exalta mais por causa do bem que o Senhor diz e faz através dele do que pelo que diz e faz através de outro”. Nós podemos dizer: Bem-aventurado o cristão que é capaz de se alegrar pelo bem que Deus faz através de outras Igrejas, como pelo bem que faz por meio da própria Igreja.

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O profeta Ageu tem um oráculo que parece ser escrito para nós, neste momento da história. O povo de Israel acabara de voltar do exílio, mas, ao invés de reconstruir juntos a casa de Deus, cada qual se põe a reconstruir e adornar a própria casa.  Deus manda então seu profeta com uma mensagem de reprovação:

Acaso para vós é tempo de morardes em casas revestidas de lambris, enquanto esta casa está em ruínas? Isto diz, agora, o Senhor dos exércitos: Considerai, com todo o coração, a conjuntura que estais passando:  tendes semeado muito, e colhido pouco (…). Considerai, com todo o coração, a difícil conjuntura que estais passando: mas subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; ela me será aceitável, nela me glorificarei, diz o Senhor (Ag 1,4-8).

Devemos sentir como dirigida a nós esta mesma reprovação de Deus, e nos arrepender. Aqueles que escutaram o discurso de Pedro no dia de Pentecostes “ficaram com o coração aflito, e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: ‘Irmãos, o que devemos fazer?’ Pedro respondeu: ‘Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2,37ss). Uma renovada efusão de Espírito Santo não será possível sem um movimento coletivo de arrependimento da parte de todos os cristãos. Será uma das intenções de oração que terão lugar após este momento de compartilha.

Depois que as pessoas foram convertidas, o profeta Ageu foi enviado novamente ao povo, mas desta vez com uma mensagem de encorajamento e de consolo:

Pois agora, coragem, Zorobabel, oráculo do Senhor! Coragem, Josué, filho de Josedec! Coragem, povo todo do país! – oráculo do Senhor. E mãos à obra, que eu estou convosco – oráculo do Senhor dos exércitos. (…) O meu espírito estará convosco, não tenhais medo!” (Ag 2,4-5).

A mesma palavra de consolo é dirigida a nós, cristãos, e eu anseio fazê-la ressoar novamente neste lugar, não como simples citação bíblica, mas como palavra de Deus viva e eficaz que opera aqui e agora aquilo que significa: “Coragem, Papa Francisco! Coragem, líderes e representantes de outras confissões cristãs! Coragem, todo o povo de Deus, e mãos à obra, pois eu estou convosco, diz o Senhor! O meu Espírito estará convosco”.

Fonte Radio Vaticano